Prêmio Caio Sustentabilidade

Prêmio Caio 17ª Edição

Case: ESTÚDIO OLÍMPICO
Candidato: Globo
Cliente: Globo
Segmento: Serviços
Estado: RJ
 
Capa Apresentação Conteúdo Apresentação de inovações tecnológicas e estratégias indicando Desafios e Soluções Retorno sobre investimento, geração de negócios e outros indicadores econômicos
Vista Frontal Estúdio

Maior grupo de comunicação da América Latina e um dos maiores do mundo, o Grupo Globo é um conjunto de oito empresas que tem como missão informar, entreter e contribuir para a educação do país através de conteúdos de qualidade. Os Jogos Olímpicos Rio 2016 são um exemplo desse tipo de conteúdo, que encantou, inspirou e mobilizou o país. Com a Globo, SporTV e Globoesporte.com, o Grupo Globo realizou a maior e mais abrangente cobertura jornalística de sua história, com o envolvimento de 2 mil profissionais. Um exército de apaixonados por esporte que se prepararam intensamente para trabalhar na primeira Olimpíada da América Latina, com a participação de mais de 10 mil atletas de 206 países.
Além do conhecimento técnico, da dedicação e do comprometimento dessas pessoas, o que fez toda a diferença para o sucesso da cobertura foi o Estúdio de TV erguido no coração do Parque Olímpico para ser “a casa” da Globo, SporTV e Globoesporte.com durante os Jogos. A estrutura, estrategicamente localizada no centro do Parque com vista privilegiada para as arenas, serviu de base para a transmissão das competições e para a ancoragem de telejornais e programas. Virou uma referência para o público: não só para os telespectadores, mas também para os visitantes do Parque, que fizeram selfies, interagiram com os apresentadores e se emocionaram com os atletas que visitavam a instalação. Um ambiente onde todos se encontraram e que possibilitou levar a emoção da Olimpíada para todos os brasileiros.
Ficha Técnica:
Estúdio do Grupo Globo no Parque Olímpico, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
500 m2 de área útil
3 andares: 2 estúdios de TV e 1 lounge
20 horas/dia de transmissão ao vivo
23 dias de operação – 31 de julho a 22 de agosto
7 meses de obra – 15/12/2015 a 15/07/2016
40 profissionais envolvidos na obra
100 profissionais envolvidos na operação diária
Nº de visitantes: 3.018 entre profissionais e convidados. Mais de 2 milhões de pessoas impactadas no Parque Olímpico.
Parque Olímpico da Barra: principal centro de competições dos Jogos Olímpicos Rio 2016 com 1,18 milhão de metros quadrados e nove instalações, palco de disputas de 16 modalidades.
Grupo Globo – maior grupo de comunicação da América Latina, apoiador oficial dos Jogos Rio 2016
Globo – emissora de TV aberta, presente em 99,7% do território nacional com 123 afiliadas
SporTV – canal de TV pago especializado em esportes com 16 canais nos Jogos
Globoesporte.com – maior site de esportes da internet brasileira

Galeria de imagens
Apresentadores, comentaristas e Time de Ouro da Globo
Estúdio à noite
Sandra Annenberg mostra o estúdio
Público acompanha a movimentação do estúdio
Detalhe da área externa
         

 

Vídeo


A cobertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 sempre representou um enorme desafio para o Grupo Globo e suas empresas. O maior evento esportivo do planeta significava uma oportunidade única para a construção de marca e para atrair o interesse do telespectador. Outras emissoras abertas e canais a cabo detinham os direitos de transmissão dos Jogos. Todos receberiam o mesmo sinal com as mesmas imagens das competições.
Diante deste cenário, como se diferenciar? O que fazer para impactar positivamente a cobertura e conquistar a audiência? Como o Grupo Globo foi um dos apoiadores oficiais dos Jogos, surgiu a ideia de se construir um estúdio de TV no meio do Parque Olímpico, principal pólo de competições. Mas não podia ser um estúdio qualquer. Era preciso construir uma estrutura que fosse a casa do Grupo Globo na Olimpíada, que demonstrasse a relevância daquela cobertura. Não bastava ser funcional. Tinha que ser bonito também porque as marcas Globo, SporTV e Globoesporte.com estariam expostas o tempo todo, no Parque, e o no vídeo. Era preciso, ainda, compor esteticamente com as arenas olímpicas que estavam no entorno.
Desafio - Esse espaço teria que comportar uma estrutura temporária, porém robusta o suficiente para suportar uma operação intensa, de 20 horas de transmissão ao vivo por dia (do telejornal Bom Dia Rio, da Globo, até o programa É Campeão, do SporTV). Havia, ainda, uma restrição orçamentária para o projeto. Frente a todas essas limitações, a equipe de Arte do Jornalismo e Esporte da Globo desenvolveu um projeto cenográfico, a partir da ideia de um cubo. Como o espaço disponível era pequeno, a solução pensada foi girar esse cubo em três blocos para ampliar o aproveitamento da área e transmitir a ideia de movimento, já que estávamos em um evento de esporte. Assim, foi projetada uma estrutura de três andares, com um lounge no primeiro, o estúdio do SporTV no segundo e o estúdio da Globo no terceiro piso. As marcas Globo, SporTV e Globoesporte.com seriam expostas na fachada externa da estrutura, cada uma em um andar.
O desafio seguinte foi transformar esse projeto artístico em um projeto de engenharia. Sair do plano das ideias para a realidade. Neste momento, entrou em ação a área de Patrimônio e Serviços da Globo, que conseguiu manter a proposta original, com a simplificação da estrutura, mas garantindo a solidez e a segurança. A construção não permanente tinha que ser sustentável e gerar o mínimo de impacto. Foi utilizada então uma estrutura metálica de aproximadamente 50 toneladas, com a instalação de pisos e paredes em drywall (gesso) com pintura e revestimento vinílico e 4.800 m2 de vidro laminado, que garantiam a visão em 270 graus do Parque. O estúdio levou sete meses para ficar pronto, uma obra que ocorreu sem nenhum incidente, com a participação de cerca de 40 operários. O resultado foi uma estrutura de beleza ímpar, que virou “atração turística” e possibilitou uma cobertura diferenciada dos Jogos com a transmissão de telejornais e programas diretamente do Parque Olímpico.
Abaixo, os detalhes técnicos do projeto:
Plantas Baixas - A espacialidade e a divisão dos ambientes foram pensadas de forma a priorizar o principal uso da edificação - o estúdio - sem deixar de considerar as áreas técnicas e de apoio, buscando sempre o melhor aproveitamento do espaço e a racionalização do projeto.
Montagem - A montagem teve início em dezembro de 2015 com as estruturas de fundação e seguiu durante o primeiro semestre de 2016 com a execução da estrutura metálica de aproximadamente 50 toneladas, instalação do piso dos 2 pavimentos superiores em painel wall e fechamentos exteriores (em dry wall com pintura ou revestimento vinílico e vidros laminados).
Iluminação - A iluminação de serviço utilizada nas áreas comuns da edificação foi em LED. Em torno dos espelhos d'água foram utilizados balizadores luminosos. Nos estúdios, a iluminação cenográfica foi instalada em grids (cerca de 100 luminárias por estúdio) e nas demais áreas foram utilizadas luminárias convencionais com lâmpadas eletrônicas, considerando o fato de ser uma construção temporária.
Corpo de Bombeiros - O projeto aprovado pelo CBMERJ contemplou o combate contra incêndio por meio de extintores portáteis distribuídos em toda a edificação. Foi realizada, ainda, a proteção estrutural com pintura intumescente para TRRF (Tempo Requerido de Resistência ao Fogo) de 60 minutos, totalizando aproximadamente 700 kg de revestimento. Nos estúdios, foi aplicado revestimento acústico em espuma com pintura anti chamas.
Operação - Durante o processo de desenvolvimento do projeto, tudo foi pensado levando em consideração a operação que haveria no estúdio com 20 horas de transmissão ao vivo por dia. Foram previstas áreas técnicas para equipamentos elétricos e sistema de ar condicionado, um depósito para material de limpeza, um elevador com 3 paradas para transporte de pessoas, bem como um gerador reserva para suprimento emergencial de energia.
Normas de Segurança - Na elaboração do projeto e durante a construção foram observadas e seguidas as normas de segurança vigentes. Não houve acidentes durante todo o período de montagem e operação.
Serviços prestados - Durante o período de montagem do estúdio, foram contratados serviços terceirizados como projetistas e a construtora, que tinha os seus próprios fornecedores para serviços especializados como execução de estacas, fechamentos em drywall e serralheria. Durante o período de operação, a equipe foi majoritamente própria com alguns técnicos terceirizados para manutenção elétrica e do ar condicionado.
Locação de equipamentos - Dado o caráter provisório da estrutura, houve itens alugados como sistema de ar condicionado, sanitários, cabines de tradução e gerador de energia.

Galeria de imagens
Projeto Cenográfico Estúdio
Planta baixa térreo
Planta baixa primeiro piso
Planta baixa segundo piso
Construção estúdio etapa 1
Construção estúdio etapa 2
Construção estúdio etapa 3
Construção estúdio etapa 4
Construção estúdio etapa 5
Construção estúdio etapa 6
Construção estúdio etapa 7
Construção estúdio etapa 8
Construção estúdio etapa 9
Área interna
Poliana Abritta e Tadeu Schmidt com o Time de Ouro
Medalhista olímpica em visita ao estúdio
Fernanda Gentil interage com o público
Atletas em visita ao estúdio
Fachada externa à noite
Panorâmica interna estúdio SporTV
         

 

A operação de uma estrutura de televisão fora das instalações da Globo ou do SporTV era um grande desafio. A área de Tecnologia da Globo tinha a missão de reproduzir, no Parque Olímpico, todos os recursos e facilidades presentes no estúdio usado pelo Esporte na emissora. Tudo que havia num estúdio “normal” precisava estar lá. Mas o espaço no Parque exigia mais: telão interativo, vários tipos de câmeras, inserções virtuais internas e externas, gruas, mesa tática para seis esportes e mesa de narração para quatro profissionais, além de um lounge de convivência com atrações tecnológicas. Todos esses recursos eram importantes para o sucesso do projeto, que contou também com uma redação de 800 m2 no IBC – Internacional Broadcast Center, área reservada às emissoras detentoras de direitos de transmissão dos Jogos. Nesse espaço, trabalharam repórteres e produtores da Globo, SporTV e Globoesporte.com, além do Jornal O Globo, Extra, Sistema Globo de Rádio, G1 e GloboNews.

Inovações:

Telão interativo - O estúdio da Globo contou com um telão interativo em LED para uso dos apresentadores, onde era possível carregar imagens, textos, inserções gráficas e dados do Sistema de Informações Olímpicas (SIO), uma interface do Grupo Globo alimentada a partir do Olympic Data Feed, base de dados oficial da Rio 2016. Essa base disponibilizava todas as informações sobre as competições, os atletas, pontuações, recordes, resultados. O SIO foi integrado às ferramentas do departamento de Arte para que as informações pudessem ser apresentadas de forma atrativa e didática para o telespectador em grafismos, tabelas, quadros e agendas.

Inserções virtuais - Além do telão interativo, outra grande inovação foram as inserções virtuais – imagens criadas pela Arte e inseridas virtualmente no cenário, dando a impressão de que os apresentadores estão interagindo com elas. Imagens dos atletas em tamanho real e em proporções gigantes podiam aparecer na tela de forma surpreendente. Cinco câmeras garantiam o sucesso da animação: três na parte interna do estúdio (com tecnologia NCam) e duas na parte externa (com tecnologia Stype Grip e Orad Sensor). Esses dispositivos são sensores que fazem a “leitura” do espaço e calculam onde a imagem virtual deve ser projetada. Assim, o canoísta Isaquias Queiroz “remava” no laguinho do estúdio, o corredor Usain Bolt e a ginasta Simone Biles “surgiam” na área externa e o nadador Phelps “mergulhava” dentro do telão interativo, como pode ser visto aqui (https://youtu.be/1QWr9Lc2x6Q)

As inserções virtuais no ambiente externo exigiram atenção especial porque elas nunca haviam sido feitas e não existia tecnologia para isso dentro da empresa. Foi preciso pesquisar muito até chegar ao sistema Stype Grip, descoberto em uma feira de tecnologia em Los Angeles. A máquina foi testada no início de 2016 e contratada especialmente para o evento. Outra inovação foi a reprodução virtual dos corpos dos atletas em tamanho real. Ao longo de um ano foram scaneados os corpos de 70 atletas para que fosse possível reproduzi-los depois em computação gráfica.

Mesa tática – A tradicional mesa tática, que já fazia sucesso no futebol, foi além dos gramados e invadiu as arenas. Novas versões serviram de apoio aos narradores nas transmissões de basquete, vôlei, vôlei de praia, handebol e natação. As projeções holográficas tiveram uma grande evolução em qualidade, dando mais destaque aos jogadores virtuais, em suas poses e reações, para que o público entendesse melhor o que se passava no jogo. A mesa tática do futebol também evoluiu com o recurso da jogabilidade, que permitia recriar jogadas com movimento de bola, tal como em um videogame.

Games – Além dos estúdios de transmissão, no primeiro piso da estrutura havia um lounge para receber convidados. O objetivo com esse espaço era oferecer uma experiência divertida para os visitantes em um ambiente de inovação. Inspiradas no conceito “Somos Todos Olímpicos” - que permeou toda a comunicação da Globo para os Jogos - as áreas de Comunicação e de Pesquisa & Desenvolvimento buscaram uma solução que envolvia tecnologia, interatividade, diversão e esporte. Com o apoio da Arte, foram desenvolvidos dois tipos de games para um telão que ocupava uma parede inteira. Em um deles, os convidados podiam competir entre si em uma corrida virtual, movendo os atletas na tela com o comando de suas ondas cerebrais. No outro jogo, os convidados se mexiam e tinham o movimento reproduzido na tela por meio da tecnologia Kinect.

Recursos do estúdio:
No estúdio: 8 câmeras, sendo 5 internas (2 Dollies, 1 P1 fixada no teto, 1 grua com braço de 2 metros e 1 Steadicam) e 3 externas, no térreo (grua com braço de 8 metros, microlink e fixa no tripé) e mais um microlink circulando pelo Parque Olímpico
Sistema NCam para inserções virtuais internas
Sistema Stype Grip e Orad Sensor para inserções virtuais externas

Mesa tática – tela de 60 polegadas com função touch e uso de 5 equipamentos para os inserts virtuais;
Telão interativo em LED de 3,40 X 1,80m
Mesa para narração com 4 posições
16 TVs nos 3 andares
1 painel de LED de 6,40 m X 2,10m no lounge do primeiro piso
50 profissionais da Tecnologia dedicados diariamente para garantir o sucesso da operação.

Galeria de imagens
Telão Interativo
Grua externa
Grua interna e equipe
Steadicam
Repórter no telão interativo
Mesa tática
Fernanda Gentil no camarim do estúdio
Tadeu Schmidt e Gustavo Borges na mesa tática
Mesa de narração
Glenda e Diego Hypólito
Tadeu e Poliana prontos para entrar no ar
Equipamentos no estúdio
Bolt no insert virtual
Game interativo no lounge do estúdio
Redação do Grupo Globo na área reservada para emissoras oficiais
Fernanda Lima e Hortência no lounge
       

 

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 foram um marco na história da Globo, SporTV e Globoesporte.com. Além de recordes de audiência, o evento gerou um recall positivo para as marcas, com um reconhecimento do trabalho realizado por parte do público e da imprensa. O estúdio do Grupo Globo no meio do Parque Olímpico foi determinante para esses resultados. Além de facilitar a cobertura jornalística e proporcionar uma aproximação com os visitantes, o local foi utilizado também para evento de relacionamento com públicos de interesse, como parceiros comerciais, autoridades e imprensa. Toda a estrutura técnica funcionou perfeitamente, suportando 20 horas de transmissão ao vivo por dia durante 23 dias.
A Globo liderou a audiência na TV aberta em 100% dos momentos, chegando a 173 milhões de pessoas no Brasil inteiro. Foram 160 horas de transmissão, com mais de 100 horas ao vivo. Diariamente, a programação contou com quase 10 horas de conteúdo olímpico. O SporTV cobriu 100% dos Jogos com 16 canais simultâneos na TV paga e mais 40 na internet, com uma audiência 137% maior que os Jogos de Londres. No horário nobre, o SporTV e o SporTV2 foram os canais mais assistidos da TV paga. Foram mais de 4000 horas de transmissão, com a participação de 35 narradores e 110 comentaristas consagrados.
Os vídeos esportivos da Globo no mundo digital tiveram um aumento nos views de 460% através do Globo Play, que chegou a 8 milhões de downloads. O aplicativo do SporTV teve mais de um milhão de downloads. O Globoesporte.com também fez uma cobertura completa do evento, incluindo um canal exclusivo - Play nos Jogos, presente também no Globo Play - com 24 horas de programação complementar à da TV. O portal registrou o recorde de 45,6 milhões de páginas vistas em um único dia.
Mais de 40 comentaristas trabalharam em parceria com o Time de Ouro, na Globo, formado por 12 dos mais importantes ídolos do esporte brasileiro: Guga, Hortência, Giba, Gustavo Borges, Daiane dos Santos, Flavio Canto, Maurren Maggi, Tande, Emanuel, Fabi, Shelda e Lars Grael. A presença desses ex-atletas no elenco da Globo gerou diversas matérias na imprensa brasileira.
O programa “É Campeão!”, do SporTV – transmitido diariamente do Estúdio no Parque Olímpico - reuniu os campeões olímpicos Carl Lewis, Nadia Comaneci, Javier Sotomayor e Mark Spitz, com ampla repercussão na imprensa internacional. Recebeu elogios do Wall Street Journal e do New York Times, que elegeu o programa como a melhor atração da mídia durante os Jogos Rio 2016.
O Estúdio no Parque Olímpico superou as expectativas. Desafios foram vencidos e o projeto foi executado de forma primorosa. A conexão com o público foi muito além do esperado, com demonstrações diárias de carinho e atenção que emocionaram apresentadores e atletas. O retorno para a marca, neste caso, não pode ser medido por número, nem palavras. Só as imagens ajudam a entender.

Galeria de imagens
SporTV no The Wall Street Journal
SporTV no The New York Times
Estúdio na Veja
Folha de São Paulo
Propaganda & Marketing
Anúncio de balanço da cobertura do Grupo Globo para o New York Times
Ivan Moré em selfie com o público
Guga com o público
Mariana Gross com o público
 

 

 

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